Parabéns Flor!

No dia 14 de Julho de 2015 dei entrada no hospital com a tensão super-alta (mas mesmo super-alta… já só via flashes de luz, nem sei explicar… ah e parecia um sapo inchado…) e 39 semanas de gravidez. Pré-eclampsia, disseram. Já não saí do hospital. Iam avaliar a evolução das tensões e provocar-me o parto.
Sem alteração do quadro clínico, no dia seguinte, começou a saga “vamos fazer a Flor nascer”. Eram toques daqui, caminhadas para aqui e para ali, mais toques… Águas rebentadas num dos toques, dilatação ainda mínima… Passei a manhã e a tarde nisto.
O Bruno esteve impressionantemente calmo durante todos os momentos. Eu também. Só não queria que a Flor estivesse a sofrer.
Às 17 horas passam-me para o bloco de partos. Epidural assim que as dores começaram a apertar. Uma quebra de tensão fez-me pensar que ia morrer e que tinham de me tirar a bebé da barriga (naquele momento eu podia ir, ela jamais), um soro milagroso que me trouxe de volta, comichão de reação à epidural e o Bruno a coçar-me as costas e eu a coçar-me em todo o lado… Muitas peripécias. Muita força. Muitas entradas e saídas de médicos e enfermeiros no bloco. E nós a viver aquele momento intensamente, expectantes, apaixonados…
A minha sogra fazia 50 anos nesse dia. E eu dei-lhe a melhor prenda que ela já recebeu em toda a sua vida.
Eram 22h35m do dia 15/07/2015 quando a Flor nasceu. A primeira vez que a vi, só vi as perninhas e o rabinho e exlamei: é tão linda! Isso é tão eu. Para mim, os meus filhos são lindos de todos os ângulos.
O Bruno em transe. Ou num estado de choque apaixonado, nem sei bem.
Foi difícil? Não me lembro das partes más. Ou melhor, lembro-me mas passei-as para um segundo plano mental… Porque ter um filho, pari-lo, implica dor e sacrifício, mas também implica a melhor recompensa de todas as que a vida nos pode dar.
A Flor nasceu com 3kgs e com 47 cm. Linda e pequenina.
Jamais esquecerei os detalhes deste dia. Uma mãe esquece muita coisa. Ao longo do crescimento dos seus filhos há muita coisa que se apaga traiçoeiramente da memória… Mas as mães nunca esquecem o dia em que os seus filhos nasceram.
Por isso é que o dia de aniversário dos meus bebés é sempre o dia mais feliz da minha vida. ❤️

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Liliana Cachim

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