Não precisam gastar dinheiro comigo no Dia da Mãe. Esse dia não deverá ser diferente, se não se importam. 

É Domingo e, como todos os Domingos, quero acordar com o sorriso da Flor (aqueles dois dentinhos de ratinho a espreitar) e ficar nos miminhos até que um dos mais crescidos bata à porta do meu quarto. Depois, quero ficar com a cama cheia de crianças, enquanto o Bruno se levanta. E falar de coisas parvinhas como: vocês sabem que a mãe vos ama, não sabem? Vocês são lindos, lindos como eu nunca vi! Ou… Aiii, quero mais beijos. 

Quando me levantar, quero ir fazer café fresquinho e reclamar da louça que ficou por lavar na banca, do jantar de Sábado à noite. Quero pôr uma mesa ao estilo “às nove no meu blogue” mas sem ter nada a ver- porque a minha vai ter estrelitas ou chocapic. 

Depois, se estiver Sol, quero que vão todos tomar banho e stressar imenso porque ninguém (nunca) se despacha. E, quando finalmente, sairmos de casa, reclamar que a melhor hora de Sol já passou. Talvez diga algo como “não sei porque raios tenho estas ideias, mais valia ficar em casa que assim não me incomodava”, mas estarei a mentir.

Prometo sugerir sempre o mesmo sítio- o café ao pé do farol, junto ao mar. (Não sei porque ainda teimam em perguntar.)

Quero muito comer qualquer coisa fora de casa, pois estou cansada de pensar no que cozinhar. É Domingo e não se deve pensar em trabalho ao Domingo. 

Quando regressarmos, quero ver um filme com a bebé a dormir ao colo. E quero que os mais velhos me deixem um pouquinho em paz. Por essa hora já terei dito umas mil vezes que estou farta de os aturar. (Também estarei a mentir… Ou não, no momento não, mas no coração sim.)

Como sempre, gostaria muito que me deixassem escrever no blog sem interrupções. Ah! E ter tempo para escolher a roupa para o dia seguinte… E sim, para isso alguém terá mesmo de pegar na Flor ao colo! 

Talvez nesse dia peça mais beijos do que o que é habitual (embora pareça impossível) e alegue que É DIA DA MÃE! Vou incluir uns pedidos especiais de massagens nas costas, sob o mesmo pretexto. 

A única coisa que peço para este Dia da Mãe é que nada mude. Não alterem as rotinas, porque é o Domingo em família que dá sentido à minha vida. Estar viva é estar rodeada de quem mais amo e viver intensamente esses momentos. Tudo o resto são extras.

PS- à noite, Bruno, quero que venhas cedo para a cama e ficar a conversar, deitada no teu peito até adormecer. 

PS 2 – mas se me quiserem mesmo oferecer algo, quero umas Adidas Superstar com as listas douradas. 😬

Liliana Cachim

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Comment *