Seguramente conhecem e defendem uma de duas das posturas perante o sono do bebé: ou são defensores do safe to sleep (bebé no seu berço, quer este esteja no quartinho ou no quarto dos papás) ou do co-sleeping ou bedsharing  (seja com partilha da cama ou num berço próprio, que fica aberto e em contato direto com um dos pais). Certo?

O que talvez desconheçam é que existem dois antropólogos que defendem uma terceira prática: o breastsleeping. Segundo James McKenna e Lee Gettler, “não existe sono do bebé  e amamentação como duas coisas separadas, existe apenas o breastsleeping – que significa partilha da cama para amamentar”.

A verdade é que eu, mesmo sem conhecer o termo, sempre pratiquei o breastsleeping! Todos os meus bebés partilharam a cama comigo e eu amamentei sempre sem me levantar. Desde a Lia, há quase 19 anos até agora à Flor… Ao primeiro gemido do bebé, leitinho da mamã. O bebé não chora, por vezes nem acorda. Eu, que tenho de me levantar cedo para ir trabalhar, acabo por não despertar totalmente (embora como se sabe, o sono de mãe seja sempre uma vigília).

O objetivo destes antropólogos americanos é apoiar as mães que amamentam e partilham a cama com os seus bebés (sendo que os americanos têm sofrido a pressão da campanha nos media que defende o safe to sleep e, como em tantas outras coisas, existe um certo fundamentalismo que pode levar algumas mães a questionarem ou verem questionadas as suas opções pessoais). Estes cientistas baseiam o seu estudo em mais de 25 anos de pesquisas e testes e vêm questionar, precisamente, a falta de rigor científico da teoria por detrás da campanha anti-bedsharing (anti partilha da cama entre mamã e bebé).

Segundo eles,  as vantagens do breastsleeping para a mãe, são:

  • Dormem mais e melhor
  • Fortalecem os laços emocionais com o bebé
  • Validam o seu papel de mães ( especialmente as mães que trabalham fora de casa) pois passam mais tempo junto ao seu bebé

Já para o bebé, para além de todas as vantagens decorrentes da amamentação,  os estudiosos salientam os benefícios do contato imediato e continuado com a mãe, que para além do equilíbrio emocional, favorece o desenvolvimento cerebral do bebé.

Na ausência dos riscos conhecidos do bedsharing (deve evitar partilhar a cama com o bebé se tomar medicação, usar drogas, ressonar ou sofrer de apneia do sono, tiver mamas demasiado grandes ou sofrer de obesidade, por exemplo… também deve evitar dormir com um recém nascido se estiver demasiado cansada ou não confiar no seu sono, que deve ser sempre leve e vigilante), o breastsleeping é a melhor opção para o bebé pois reduz também o risco de morte súbita – uma vez que o número de mamadas aumenta quando a mamã dorme com o bebé ( está provado que amamentar reduz o risco de morte súbita do bebé).

Se pretende conhecer um pouco mais sobre o tema, aconselho uma consulta atenta aos seguintes links:http://news.nd.edu/news/61145-researchers-propose-breastsleeping-as-a-new-word-and-concept/

http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Comportamento/noticia/2016/04/cama-compartilhada-pode-ou-nao-pode.html

Liliana Cachim

1 Comment on Breastsleeping – partilhar a cama para amamentar

  1. Sandra Almeida
    Novembro 6, 2016 at 11:10 am (2 anos ago)

    Tenho uma bebe com 3 meses e dois rapazes (8 e 10) e, sem saber q existia um nome para isso, tb sempre pratiquei o breastsleepng, durante uma parte da noite, (normalmente mais sobre a manhã) ….para alem de os acalmar, é tao booommmmm;)Claro que o meu sono nao é o mesmo,nem poderia ser, e só o faço quando sei que nao vou adormecer profundamente….

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